quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Quinta da Papinha

Papinha 3



ARROZ INTEGRAL, CARNE E ESPINAFRE


Você vai precisar de :
1 colher (sopa) de arroz integral (energético)
½ mandioquinha picada (energético)
2 colheres (sopa) de carne moída (construtor)
3 folhas de espinafre picadas (regulador)
2 folhas de alface picadas (regulador)
1 colher (chá) de salsinha
1/3 de cebola cortada em pedaços grandes
1 alho cortado em pedaços grandes
Azeite

Para fazer:
Em uma panela com um pingo de azeite, refogue a carne moída junto com a cebola e o alho. Coloque o resto dos ingredientes mais o dobro da quantidade de água e deixe cozinhar. Quando estiver tudo bem mole, retire os pedaços de cebola e alho – eles estão ali apenas para dar um sabor mais gostoso. Passe pela peneira, amasse com um garfo ou sirva como ficou mesmo (vai ficar parecendo uma sopa pedaçuda), dependendo da fase em que seu filho está. Regue com mais um pouquinho de azeite, experimente e corrija os temperos se necessário. Veja se é necessário colocar sal. Lembre: se você gostar, seu filho também gostará!
Um beijo da Mô

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Uma nutricionista em minha casa



A Andréa Barros (que está aqui acima com a Luiza e a Helena) é uma querida amiga de longa data, daquelas que vê a vida com um olhar prático e uma boa pitada de romantismo. Inteligente e bem-humorada, sempre gostei de falar, com ela, sobre política, sobre os rumos do Brasil. Mas quando os filhos nascem a maternidade vira assunto primordial. E com os nascimentos das meninas da Andrea não foi diferente. E, assim como a maioria das mães dessa geração (acredito!), a destreza da Andréa em discorrer sobre políticas públicas, corrupção e banditismo não se reflete no forno e no fogão lá da casa dela. Prática, como já disse, ela decidiu parar de sofrer e tomou uma decisão superbacana: pediu uma ajuda especializada. Mônica e eu pedimos a ela que compartilhasse aqui no blog a experiência de melhorar a alimentação. Boa leitura a todos!

Um beijo da Pati
P.S. As fotos são do Ernesto Bernardes

Ovo com bacon e brigadeiro de colher 

No começo de 2009 eu me mudei com marido, duas filhas, duas cachorras, um monte de brinquedos, alguns móveis herdados, lembranças preciosas e muitas tralhas para minha casa nova. Uma casa grande, linda, melhor do que eu jamais poderia ter sonhado. A cozinha, aberta para a sala, foi inteiramente reformada, é planejada e tem todos os eletrodomésticos tinindo de novos. Nem assim. Minha intimidade com as panelas continua sendo nula. Faz 39 anos que isso acontece. Pra ser honesta, até que eu deixasse a casa dos meus pais, com 21 anos, cozinhar nunca me fez falta. E ainda pra ser sincera, mesmo depois que perdi a “boquinha” da casa da minha mãe, rapidamente aprendi a me virar comprando comidas prontas no supermercado ou enchendo a agenda com telefones de delivery de todos os tipos. Foi nessa época que aprendi a fritar ovo – com bacon, claro! E a fazer macarrão na manteiga e brigadeiro de colher. Depois de jogar no lixo algumas dúzias de ovos consegui acertar a receita de bombocado no liquidificador – que carrego até hoje num caderno de receitas de família encampado com corações vermelhos.

Papinha congelada


Quando a Luiza, minha filha mais velha nasceu, 11 anos atrás, isso era tudo o que eu sabia fazer na cozinha. Um pouco em pânico com o que o futuro me reservava, resolvi meu problema da seguinte maneira: encarreguei a babá de fazer a papinha. Minha parte no combinado era trazer as receitas, impressas pelo pediatra, e providenciar os ingredientes. A dela incluía deixar potinhos de papinha pronta no freezer para garantir os nossos finais de semana. Era o que eu podia fazer de melhor pela minha filha. E confesso que deu certo por um bom tempo. Mas um dia, o pediatra avisou: chegou a hora de dar comida de verdade. Lá fui eu para a feira e para a agência de empregadas. De lá para cá, contratei cozinheiras que deixavam a comida pronta no freezer e várias empregadas que se encarregavam da alimentação da minha família. Tive mais uma filha, a Helena, hoje com 5 anos. Meu marido aprendeu a cozinhar, o que nos garantiu uma série de novidades e boas refeições familiares nos finais de semana. As meninas cresceram fortes e saudáveis.

Tudo ia como sempre foi, até que no começo do ano decidi que precisava trocar o padrão de alimentação da família. Mudar de casa foi uma inspiração para reorganizar todos os assuntos pendentes. Alimentação sempre foi uma caixa de mistérios e uma sombra na minha lista de afazeres diários. Eu sabia que ela podia, e devia, ser melhor. 

Mudança de patamar


Helena (ainda) come bem, mas a Luiza é bem mais difícil. Não gosta de arroz e feijão e sua dieta é completamente Atkins: carne, frango ou peixe e salada. O que acontece é que, embora tenha os nutrientes, sai da mesa com fome (faltam o arroz e o feijão) e aí logo quer comer porcarias. O pediatra das meninas me indicou uma nutricionista, a Maria Cristina Morales. Ela faz um trabalho diferenciado. Veio na minha casa, conversou com as meninas, especialmente com a Luiza, anotou as preferências dela, pesou, mediu, e explicou sobre a importância de uma alimentação equilibrada. Quinze dias depois, voltou com duas pastas. Cardápio para um mês e receitas variadas, com direito a picolés, pipoca, cookies e outras coisinhas que as meninas adoram. As receitas são fáceis e rápidas de fazer. Cris também preparou a lista de compras por semana e ensinou a empregada a limpar e guardar os alimentos na geladeira. Resultado: mudamos de patamar! Luiza está se esforçando. Hoje come arroz integral (continua odiando arroz branco) e nem faz mais cara feia para verduras no vapor. Só não gosta de sopas. O esquema da Cris deu tão certo que minha mãe a chamou. Com a autorização dela, troquei as sopas do nosso cardápio por outras receitas dos meus pais. Pequenas adaptações de percurso. Posso dizer que a alimentação em casa hoje é de outro nível. Mais variada, mais colorida, mais divertida. E ainda houve uma novidade que eu nem esperava. Mais barata. Como a semana é planejada, o desperdício é muito menor. Continuo comprando escarola achando que é alface, mas já consigo fazer manjar branco e pudim sem passar muita vergonha (meu problema agora é desenformar: alguém tem uma dica?). Em janeiro, vou chamar a Cris novamente para dar uma renovada no cardápio. Promessa de ano novo. E quem sabe em 2011 eu volto aqui para contar que virei uma cozinheira de primeira?

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Teste sobre alimentação infantil

Uma brincadeira que eu bolei para você testar seus conhecimentos sobre o apetite do seu filho e conhecer outras dicas. O conteúdo foi baseado em entrevistas e matérias que eu fiz nos últimos tempos. As respostas certas estão no final do post.
Boa sorte!
Um beijo da Mô


1 - Crianças desenvolvem sua relação com a comida:
(a) Durante toda a vida
(b) Nos primeiros seis meses
(c) Até cerca de dois anos de idade





2 – Sobre o ganho de peso do bebê nos dois primeiros anos:
(a) Ele sempre vai engordar e na mesma velocidade. Por isso a quantidade de comida aumenta conforme o tempo
(b) No primeiro ano ele triplica seu peso de nascimento, mas esse ritmo é bem menor no segundo ano. Por isso, a partir do primeiro aniversário, a quantidade de comida tende a continuar a mesma – às vezes até diminui
(c) Ele engorda mais no segundo ano e por isso é necessário forçá-lo a comer cada vez maiores quantidades de comida


3 - Quando seu filho recusa a comida, você deve:
(a) Perguntar o que ele tem vontade de comer, voltar para a cozinha e fazer um novo prato de comida
(b) Dizer que aquela é a comida da casa no dia e que todos devem experimentá-la. Se a criança não quiser, deve aguardar a refeição seguinte – e você pode adiantá-la um pouco para ajudar
(c) Servir bolachas, chocolates e outros doces, afinal o importante é seu filho comer


4 – Uma pesquisa americana mostrou que entre os 4 e os 7 anos, 77% das crianças se recusam a comer o que não conhecem, um processo chamado de neofobia alimentar. Isso acontece por que:
(a) Criança tem preguiça de experimentar qualquer coisa, de alimentos a brincadeiras novos
(b) A garotada quer mesmo é irritar os adultos
(c) Elas usam o “não” como uma forma de se autoafirmar. Além disso, em uma época cheia de acontecimentos escolares e sociais novos, o alimento conhecido se transforma em um porto seguro


5 - Crianças não devem comer açúcares e gorduras?
(a) É verdade, isso deveria ser abolido da alimentação infantil pois atrapalha o desenvolvimento
(b) Podem comer apenas o que os pais gostam, afinal é importante manter a cultura alimentar da família
(c) Devem comer um pouco. Os açúcares (carboidratos) são necessários para dar energia e as gorduras possuem ácidos graxos essenciais que são importantes para o metabolismo do sistema nervoso e o desenvolvimento psicomotor


6 - É importante os bebês comerem com as mãos:
(a) Para conhecer as texturas dos diferentes alimentos e treinarem sua coordenação motora
(b) Para amassarem mais os alimentos e não engasgarem
(c) Para se distraírem fazendo bagunça e comerem mais


7- Crianças devem:
(a) Ter livre demanda e comerem na hora que quiserem para se sentirem livres
(b) Ter hora certa para comer, com certa flexibilidade em dias especiais. Elas se sentem mais seguras com uma rotina e o organismo aprende a lidar melhor com a fome
(c) Comer quando os pais tiverem vontade de cozinhar, assim a comida fica mais gostosa

Respostas...


...
1 – C
2 – B
3 – B
4 – C
5 – C
6 – A
7 - B

P.S. Os pratos fofos que ilustram o post são da Girotondo

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Bolinhos de peixe inesperados

Por mim (e pelo Miguel), comeríamos peixe todos os dias. Mas o preço salgado do bicho nas feiras e nos supermercados aliado à pouca animação do maridón em degustar a iguaria assada ou cozida (ele gosta de peixe cru e frito) fazem com que a presença da carne branca saudável, nesse lar, seja mais reduzida do que eu gostaria.

Mesmo diante desse cenário pouco animador, eu tento oferecê-la pelo menos uma vez na semana. É pouco, eu sei. Mas vencer a resistência é difícil.

Nas minhas investidas peixescas, descobri o pargo. Peixe de água salgada, com jeitão simpático, linda cor rósea e gosto maravilhoso.

Mas ele tem MUUUUUUITA espinha. Na primeira compra, feita no Pão de Açúcar, o peixeiro limpou o bicho direitinho e não restou muito da colua dorsal do escamado. Foi feito assado e fez tanto sucesso que repeti a dose.

Dessa vez comprei ele inteiro no Carrefour. Apesar dos meus insistentes apelos para que o peixe ficasse limpo porque seria devorado por CRIANÇAS, o vertebrado aquático chegou em casa com mais espinhas e escamas do que eu poderia contar. (Será que o peixeiro atenderia ao meu pedido se eu não tivesse insistido tanto? Hummmm...)

Resultado: ninguém conseguiu comer o pargo assado. O peixe ficou rolando na geladeira uns três dias. Até eu pedir para que Ana salvasse a divina carne branca do destino final: o lixo. Inclusive porque o quilo do pargo é caro (R$ 15) e eu não costumo rasgar dinheiro nem jogá-lo no lixo.

Eis que nossa querida Ana, cozinheira de mão cheia, fez um bolinho que, se fosse vendido como de bacalhau, ninguém diria o contrário.

O dia do bolinho de peixe foi dia de comer com as mãos e TODAS as bolotinhas foram devoradas pelas crianças.

Como já contamos como é legal para as crianças comer tal qual os orientais, divido a receita bacana do bolinho de peixe da Ana. As quantidades dos ingredientes, bem, essas foram a olho. Então, o jeito é usar o faro culinário para o bolinho ficar delicioso e ser devorado com gosto.

Receita:
Dois filés de pargo (ou qualquer outro peixe) já assados e triturados com as mãos, para, inclusive, sentir as espinhas e pode resgatá-las antes que cheguem à boca dos pequenos.
Algumas batatas (três ou quatro grandes) cozidas e bem amassadas.

Molde bolinhas com a batata. Recheie com a carne de peixe. Passe o bolinho na farinha de trigo, depois numa tigela com ovo batido (com uma pitada de sal) e novamente na farinha. Cuidado para não encher de farinha. Frite em óleo quente. Sirva em seguida. Ele fica com uma capa macia (nada crocante) por fora e deliciosamente macio por dentro.

Beijos da Pati

PS: Acho que vocês já perceberam que eu e a Mônica temos insistido muito com a questão do sal, ou melhor, com a questão de colocar pouco sal na comida das crianças. Já foi dito aqui. E aqui. Nossa preocupação é válida. Excesso de sal na infância, treina o paladar da criança para só gostar de comida assim. Na vida adulta, as comidas com muita sal, já mostram os estudos, não trazem benefício nenhum. Muito pelo contrário. Só doenças. Então, por uma vida com menos sal e mais temperos.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Procurando um cadeirão?


Sem dúvida, a hora da papinha envolverá outras emoções em você - e na decoração da sua cozinha - com esse cadeirão da Urban Baby

Um beijo da Mô

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Come essa comida!



Maridón acha que a música Hora do Almoço 1 deveria ser a trilha sonora deste blog (hehe).  Acho que ele tem razão. Quer conhecer a música? Então, clique aqui e depois, quando a página abrir, clique em Hora do Almoço - é a terceira música. Se gostar, recomendo fortemente comprar o CD-livro (até porque tem a música-revanche Hora do Almoço 2). As letras inteligentes das músicas são do Claudio Thebas, o palhaço Olímpio do Jogando no Quintal. O som é maneiro.Todas as músicas são divertidas. A minha preferida é a da tia que aperta as bochechas do menino. Aqui o livro é vendido bem baratinho.

Beijos a Pati e que o fim de semana seja uma delícia.

PS: Vou tentar colocar a música, mas não garanto porque o mundo virtual é um mistério para mim.

PS do PS: se você escutar a música, vai entender que ela tem tudo a ver com o blog, a alimentação infantil, as crianças, as mães, a hora do almoço.

E... a fotinho acima mostra que temos razão em nos arrepiar com a meleca feita quando os pequenos são deixados à própria sorte na hora da refeição. Eca!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Quinta da Papinha

Papinha 2


MACARRÃO, FRANGO E ABOBRINHA

Você vai precisar de :
½ xícara de peito de frango picado (construtor)
½ xícara de macarrão - melhor ainda se usar a versão integral (energético)
½ mandioquinha picada (energético)
½ abobrinha picada (regulador)
½ xícara de abóbora picada (regulador)
1 folha de couve picada (regulador)
1/3 de cebola cortada em pedaços grandes
1 alho cortado em pedaços grandes
Azeite


Para fazer:
Em uma panela com um pingo de azeite, refogue o frango junto com a cebola e o alho. Coloque todos os ingredientes, menos o macarrão, cubra com o dobro de água e deixe cozinhar. Quando os alimentos começarem a amolecer, coloque o macarrão. Na hora que estiver tudo molinho, retire os pedaços de cebola e alho – eles estão ali apenas para dar um sabor mais gostoso. Passe pela peneira, amasse com um garfo ou sirva como ficou mesmo (vai ficar parecendo uma sopa pedaçuda), dependendo da fase em que seu filho está. Regue com mais um pouquinho de azeite, experimente e corrija os temperos se necessário. Quando gostar, está pronto!
Obs: aqui em casa a gente toma tanto cuidado com o sal que nem falei dele. Mas funciona assim: quando chega a hora de corrigir o tempero no final veja o quanto é necessário salgar. Muitas vezes os outros temperos fazem esse papel.

Um beijo da Mô